Oi, pessoal!
Desculpem o sumiço! E nem foi por causa de Carnaval, que infelizmente aqui em Turim praticamente não existe e na Itália a gente trabalha todos os dias, sem nenhuma folguinha… ai que saudade do Rio de Janeiro! hehehehe
Estive nesses últimos dois meses envolvida em um projeto muito interessante, mas que tomou todas as minhas forças e atenções (não é a toa que vou “comemorar” o encerramento dele tirando 2 diaszinhos de férias pra viajar!). Outro “efeito colateral” deste projeto foi que infelizmente não consegui ir ao SUMMIT Italiano… foi uma pena mesmo, mas já estou em contato com o pessoal que foi e assim que tiver algum material disponível eu coloco aqui também!
Aí…
Gostaria de compartilhar com vocês nos meus próximos posts um pouco do que eu vivi nesses dois meses de trabalho. Como eu falei, foi um projeto MUITO interessante por vários motivos: primeiro porque foi na área da pesquisa etnográfica, algo que eu sempre li, mas nunca tinha tido a oportunidade de participar de um projeto. E digo pra vocês: “UAU!”. Foi algo mágico, sem limites de aprendizado profissional e também pessoal.
Uma coisa é fazer os testes de usabilidade com o usuário dentro de um laboratório, outra completamente diferente é ir até ele, observá-lo, construir uma “relação” de confiança a ponto dele não se importar de contar aspectos muito particulares da sua vida. Ok, ok, ok… sei que o objetivo do teste de usabilidade é um e da pesquisa etnográfica é outro. Mas eu acredito que ter experiência nas duas técnicas nos permite aperfeiçoá-las em suas individualidades.
Devagar eu vou contando um pouco mais, espero que vocês gostem!
Hoje eu pensei em comentar um pouco sobre aquele papelzinho que os usuários assinam antes de um teste de usabilidade ou de alguns dos momentos/técnicas da pesquisa etnográfica. Ele tem vários nomes: consent form (em inglês), liberatória, termo de consentimento, consenso informativo, etc.
Digamos que é a parte “burocrática”, pois legalmente é preciso haver o “OK” do participante. Eu indico fortemente que este termo seja sempre redigido/editado para cada tipo de teste. Ainda que a estrutura não mude muito, é sempre melhor deixá-lo o mais personalizado possível.
A estrutura:
- Recomendo que seja redigido no papel timbrado da empresa que está realizando o teste (ou um documento word com a logomarca da empresa). Isso é importante para fortalecer a credibilidade para o participante, que confirma quem está conduzindo este estudo e demonstra profissionalismo;
- Título visível e de fácil entendimento: aqui vocês podem escolher entre um dos que eu citei acima ou utilizar algum outro. Dentro de uma empresa, entretanto, é aconselhável utilizar sempre o mesmo nome, por uma questão de padrão.
- Uma frase de abertura agradecendo ao participante por ter aceito o convite de participar do estudo em questão.
- Um parágrafo “explicativo”: com os dados da lei que estipula a necessidade deste termo de consentimento e explicando quais serão os usos dos dados recolhidos durante o teste, enfatizando que todos os direitos de privacidade serão respeitados. Esta é a parte mais personalizável, onde você deve citar o uso de gravadores, máquina fotográfica ou filmadora, etc.
- Um parágrafo escrito em 1a. pessoa (como se fosse o participante falando) declarando que ter sido informado sobre os objetivos daquela pesquisa, do seu direito de anonimato e dando o seu consenso para “colheita” dos dados.
- Espaço para o participante escrever seu nome em caixa alta, uma rubrica e a data.
Esse documento é bem simples e deve ser muito fácil de entender e, a não ser em casos muito especiais de pesquisas muito específicas, eu diria que não deve nunca passar de uma página.
Importante: mesmo o texto sendo muito simples e de fácil entendimento é essencial que o pesquisador que está conduzindo o teste explique tudo verbalmente, até mesmo para que seja uma coisa mais leve e com espaço para o participante tirar eventuais dúvidas. Depois de explicar, o pesquisador solicita ao participante que leia o termo/assine.
E vocês? Como funciona isso no dia-a-dia? Se quiserem trocar ideias (ou as antigas idéias hehehe), vou adorar!
Arrivederci
